O Dia das Crianças deve movimentar cerca de R$ 18,11 bilhões no comércio brasileiro em 2026, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas. A estimativa representa um crescimento de aproximadamente R$ 1,4 bilhão em relação à movimentação prevista no ano passado.
De acordo com a pesquisa, 74% dos consumidores das capitais brasileiras pretendem comprar presentes para a data, celebrada em 12 de outubro. Entre aqueles que planejam ir às compras, 36% afirmam que devem gastar mais do que em 2025. O ticket médio estimado é de R$ 308, considerando uma média de 2,3 presentes por consumidor.
Para o presidente da , Maurício Filizola, o período representa uma oportunidade para o comércio e para a economia local.
“O Dia das Crianças é uma data importante para o varejo e também para a economia de Fortaleza. É uma oportunidade para o consumidor prestigiar o comércio local, pesquisar, aproveitar as promoções e escolher presentes que caibam no orçamento. Para os lojistas, é um momento de preparar as equipes, oferecer um bom atendimento e criar condições atrativas para receber os clientes”, afirma.
Afeto é principal motivação para presentear
Mais do que o consumo, o aspecto emocional continua sendo um dos principais fatores por trás das compras para o Dia das Crianças. Segundo o levantamento, 32% dos entrevistados afirmam que compram presentes para ver a criança feliz. Outros 22% dizem que o fazem pelo hábito de presentear pessoas queridas, enquanto 18% consideram importante demonstrar carinho por meio do gesto.
Os filhos aparecem como os principais destinatários dos presentes, citados por 47% dos consumidores. Na sequência estão sobrinhos (37%), netos (18%) e afilhados (14%).
Roupas e brinquedos estão entre os itens mais procurados
Entre os produtos que devem receber maior atenção dos consumidores estão roupas e calçados, mencionados por 37% dos entrevistados, e bonecas e bonecos, com 35%.
Também aparecem entre as intenções de compra os jogos educativos e de tabuleiro, citados por 26%, e carrinhos, aviões e bolas, com 21%.
A maior parte dos consumidores pretende concentrar as compras no início de outubro. Cerca de 41% planejam comprar os presentes na primeira semana do mês, enquanto 33% afirmam que já fizeram as compras em setembro.
Pix e pesquisa de preços ganham espaço
O Pix deve ser o principal meio de pagamento entre aqueles que pretendem pagar as compras à vista, escolhido por 58% dos consumidores. O cartão de débito aparece em seguida, com 24%, enquanto 18% devem optar pelo dinheiro.
As lojas físicas continuam sendo o principal canal de compras, concentrando 70% das intenções. Ao mesmo tempo, o comércio eletrônico mantém participação significativa e já alcança metade dos consumidores.
Antes de fechar a compra, 73% dos entrevistados pretendem pesquisar e comparar preços. A internet é o principal ambiente para essa consulta, com destaque para os marketplaces, citados por 59%, e para buscadores como o Google, mencionados por 58%.
A preocupação com os preços também aparece no levantamento: 61% dos consumidores consideram que os presentes estão mais caros do que em 2025. Nesse cenário, descontos e frete grátis ganham importância na decisão de compra.
Inadimplência exige cautela
Apesar da expectativa positiva para o comércio, a pesquisa também aponta que parte dos consumidores deverá fazer as compras em um cenário de restrição financeira. Entre aqueles que pretendem presentear, 35% estão inadimplentes, enquanto 22% admitem que podem gastar mais do que deveriam para agradar às crianças.
Por outro lado, 83% afirmam que não pretendem deixar contas básicas em aberto para comprar os presentes.
Na hora de escolher o produto, a qualidade aparece como principal critério, citada por 29% dos entrevistados. O desejo da criança, o preço e as promoções também estão entre os fatores considerados pelos consumidores.
Data pode antecipar comportamento para o Natal
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o desempenho das vendas no Dia das Crianças pode ajudar a indicar o comportamento do consumidor nos últimos meses do ano.
“O Dia das Crianças se consolidou como um dos períodos mais estratégicos para o comércio varejista, funcionando não apenas como uma data de forte apelo emocional, mas também como um verdadeiro termômetro para o final do ano. O comportamento do consumidor nesse momento revela o apetite de consumo e a confiança das famílias, antecipando tendências que dão o tom e preparam o terreno para o desempenho das vendas no Natal”, destaca.
Realizado entre 31 de agosto e 8 de setembro, o levantamento ouviu inicialmente 789 consumidores. Em uma segunda etapa, foram entrevistadas 600 pessoas que declararam intenção de comprar presentes nas 27 capitais brasileiras. As margens de erro são de 3,5 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente.
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