A Mostra Olhar do Ceará destaca a produção cearense no Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Na 36ª edição, que acontece de 7 a 12 de novembro de 2026, o festival reúne quatro longas-metragens e 15 curtas que revelam a diversidade de formatos, temáticas e olhares da cena local.
Filmes ficcionais e documentais disputam o Troféu Mucuripe com histórias sensíveis e atuais, contadas por meio de diferentes linguagens, incluindo a animação. As obras abordam temas como infância, terceira idade, lutas femininas, questões trans e religiosas e movimentos trabalhistas. Ao olhar para o passado, os filmes também refletem sobre o presente e projetam questões para o futuro do Brasil.
O 36º Cine Ceará oferece acesso gratuito a toda a programação e ocupa o Cineteatro São Luiz e o Cinema do Dragão, que recebem a Mostra Olhar do Ceará e as Exibições Especiais. O festival também apresenta as mostras competitivas Olhar do Ceará, Brasileira de Curta-metragem e Ibero-americana de Longa-metragem, além de promover exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens, cursos e outras atividades.
Longas-metragens
Na Mostra Olhar do Ceará, o público poderá conferir quatro longas-metragens documentais. Em “Adulto/Homem”, Pedro Diógenes pergunta o que os rostos de 20 atores que aguardam um teste de elenco podem revelar. Em “Douvina”, Márcio Câmara convida o público a contemplar silenciosamente a memória e os rastros do presente. Rivelino Mourão aproxima fiéis e brincantes em “O Cio da Terra”, filme que acompanha a celebração da Festa do Pau da Bandeira. Já Nirton Venâncio aborda a música cearense em “Pessoal do Ceará – Lado A Lado B”, com foco no movimento Pessoal do Ceará durante o período do golpe militar.
Curtas-metragens
A seleção de curtas-metragens reúne diferentes gêneros e perspectivas. Amanda Pontes apresenta “Deu Praia”, ficção que acompanha um date na praia entre o delírio e a realidade. Em “Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto”, Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith e Lucas Parente recuperam a história de um movimento comunitário religioso que a Força Aérea Brasileira bombardeou em 1937 e que hoje aparece como exemplo de autonomia camponesa. Ticiana Augusto Lima dirige “Era Vânia”, ficção que acompanha uma mulher sozinha na sala de estar, imersa em sua rotina cotidiana. Já a Coletiva – Cinema Instantâneo apresenta “Erô”, documentário que retrata Erodimar, uma heroína do sertão.
Concorrem também na mostra os curtas “Janaína e a Concha”, de Malu Meneses, animação sobre uma sereia que se casa com um pescador e vive como humana na solidão de boa esposa, até que a morte de seus filhos mais velhos mudam o curso de seu destino; “Kaira e o temporal”, de Wagner Nogueira Mendes, ficção que traz a jovem Kaira como símbolo de esperança para enfrentar a Máquina-Metrópole Cronos e reacender as memórias perdidas de um povo; “Marimbã está acontecendo”, de Maryn Marynho, animação sobre como pessoas trans se imaginam no futuro.
A seleção de curtas traz ainda “Pirexia”, de Nico da Costa, ficção sobre o rockstar Baby, que fica impossibilitado de criar músicas novas, até que ele decide compor com seu ex-companheiro musical uma nova melodia de cura e ressurreição; “Plano secreto de Ali”, de Lux Faria Silva, uma animação centrada em Ali, uma criança sonhadora que embarca em uma aventura com um calango para devolver todas as estrelas para o céu; “Quase à meia-voz”, de Maria Tamires e Victor Emanuel Borges, ficção que acompanha duas mulheres na terceira idade que exploram o desejo e a paixão de forma livre; “Rua 16”, de Ryan Lopes, ficção sobre moradores que decidem instalar placas solares para evitar apagões, mas divergências colocam em xeque essa reunião.
Completam a lista os curtas: “Sinal”, de Barbara Matias Kariri, ficção sobre o agricultor João, que faz parte de um grupo de Penitentes e foge de sua comunidade levando uma pedra; “Stênio”, de Yan Tavares, documentário sobre o xilogravurista Stênio Diniz, cujo fazer artístico mantém viva a cultura popular; “Umbuzeiro”, de Emílio Ribeiro, ficção que acompanha uma mulher marcada pela violência, cuja dor inspira seu filho a escrever um livro revelando sofrimentos e reviravoltas que dão um novo significado à história; e “Vejo você de repente”, de Aída da Costa, documentário em que a filha do artista plástico Da Costa recorre a poucas pistas para revisitar o fantasma do pai.
Serviço
36º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema
Data: 7 a 13 de novembro de 2026
Local: Fortaleza (CE)
Espaços: Cineteatro São Luiz e Cinema do Dragão
Entrada: gratuita
Informações: www.cineceara.com
Instagram: @cineceara
Facebook: Festival Cine Ceará
E-mail: contatos@cineceara.com
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