Na última quinta (07), o caldeirão cultural do Cariri amanheceu em festa com a concretização de políticas públicas de cultura. O Ministério da Cultura (MinC) e o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, lançaram, na manhã de ontem, o Kariri Criativo. O Programa é um modelo pioneiro de desenvolvimento territorial sustentável baseado nas potencialidades culturais e criativas da região do Cariri, no Ceará. O projeto abrange nove municípios: Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Jardim, Missão Velha, Caririaçu, Farias Brito, Nova Olinda e Santana do Cariri.
O lançamento aconteceu em Crato, durante o Seminário Raízes do Amanhã, realizado no Centro Cultural do Cariri Sérvulo Esmeraldo. Na oportunidade, também foi lançado o programa Rouanet Nordeste, uma parceria do MinC com o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, a Caixa Econômica Federal, a Emgea, a Petrobras, o Serpro e a Transpetro. Com um aporte inicial de R$ 40 milhões, a ação tem como foco descentralizar os investimentos culturais e promover a valorização da diversidade artística do Nordeste brasileiro, além de alcançar municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
A cerimônia contou com as presenças da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela; do secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural do MinC, Henilton Menezes; da deputada Federal Luizianne Lins; do deputado Federal José Airton Cirilo; do presidente do Instituto Mirante, Tiago Santana; do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara; da secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão; o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci; entre outras autoridades.
Ao longo do dia, a programação discutiu o fortalecimento da economia criativa na região do Cariri em diferentes encontros. O seminário continuou na sexta (08), com mesas temáticas, encontros setoriais e as oficinas do Kariri Labs.
Kariri Criativo inaugura a Rounet Nordeste em lançamento
O Kariri Criativo é um programa estruturante com duração prevista de quatro anos, voltado ao fortalecimento da economia criativa da região. A proposta conecta saberes tradicionais e inovação tecnológica, articulando ações de formação, produção de conhecimento, desenvolvimento sustentável e estímulo à criação de políticas públicas. Quem apresenta a iniciativa é o Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, com patrocínio do Banco do Nordeste, com realização do Governo do Estado do Ceará, via Secretaria da Cultura (Secult-CE), em parceria com a Quitanda Soluções Criativas.
O evento também oficializou o lançamento da Rouanet Nordeste, com o objetivo de ampliar o acesso aos recursos de incentivo à cultura em regiões historicamente menos contempladas pelas políticas nacionais.
“Lançamos dois projetos importantes, que fazem parte da nossa política de nacionalização do fomento. O projeto Kariri Criativo, que é um trabalho de potencialização da economia criativa do território. E tem o programa Rouanet Nordeste, que faz parte dessa reformulação de reparação histórica em relação à implementação da Lei Rouanet, para expandir o fomento a todo Brasil, não descentralizando, mas nacionalizando”, afirmou a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante a coletiva realizada no evento.
Entre as estratégias do projeto, está a aliança entre os governos federal e estadual, prefeituras, universidades e a sociedade civil. “O projeto só terá o sucesso que a gente espera se a economia que elas fazem, essa economia solidária, criativa, que acontece nos territórios, for vista, fomentada e elevada à importância que elas merecem, na sustentação do nosso país. Um país sem cultura não é uma nação. A nacionalização das políticas públicas é essencial, especialmente para o Nordeste, território de criação.”, completa Luisa Cela, Secretária da Cultura do Ceará.
O Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, apresentou o projeto Rouanet Nordeste, que tem o aporte de R$ 40 milhões para estimular o crescimento de emprego e renda. Já a Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, detalhou o programa Nordeste Criativo | Brasil Criativo, durante a Mesa Magna.
“Não há uma compreensão de fomento que não passe pela preocupação com as dinâmicas econômicas que acontecem no território. O programa é resultado de um encontro muito feliz e da provocação da Secretária Luisa Cela. Foi ela que nos convidou para discutirmos a ideia de uma economia criativa mais eficaz, onde pudéssemos medir os impactos desses setores culturais e criativos nos territórios. A economia criativa carece de políticas municipais, estaduais e federais, para que a gente possa avançar com as dinâmicas do criar, do produzir, do comercializar, do distribuir, do encontro com o público, com os mercados consumidores, com esse ecossistema criativo estruturado, com os ativos desses produtos sustentáveis”, afirma Cláudia Leitão, Secretária de Economia Criativa do Minc.
Oficina, Encontros Setoriais e Pensa Kariri
No período da tarde, a programação seguiu com atividades paralelas no Centro Cultural do Cariri, como a Oficina Rouanet Nordeste, com foco nos aspectos técnicos e operacionais dos mecanismos de incentivo à cultura. De forma simultânea, aconteceu o Pensa Kariri, com três mesas temáticas que abordaram questões estratégicas para o desenvolvimento da economia criativa. Também à tarde, ocorreram três encontros setoriais simultâneos em diferentes espaços do evento.
Programação completa
O seminário “Raízes do Amanhã” finalizou no dia 8 de agosto, com uma agenda ampliada e a participação de novos convidados de destaque nacional, no Centro Cultural do Cariri. O objetivo era aprofundar os debates iniciados no primeiro dia e consolidar o compromisso com uma cultura viva, diversa e voltada para o futuro do Cariri. Saiba mais informações no site: https://www.kariricriativo.com/
Programa Kariri Criativo
Lançado em 2024 pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Ceará, o programa Kariri Criativo é um projeto piloto focado na Economia Criativa. Desenvolvido na região do Cariri, e busca promover uma política de Estado para o desenvolvimento sustentável e inclusivo, valorizando as expressões culturais locais.