Energia solar leva internet a escolas isoladas do Norte e Nordeste

O avanço da inclusão digital na educação brasileira segue em ritmo acelerado, com a energia limpa se consolidando como um recurso estratégico para levar conectividade a escolas localizadas em áreas de difícil acesso. Executado pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), o programa Aprender Conectado já beneficiou 1.503 escolas com a instalação de geradores solares, assegurando o funcionamento da internet em locais onde a rede elétrica convencional ainda é inexistente ou instável.

Entre as cinco regiões do país, duas se destacam na ampliação da conectividade por meio da energia solar. A região Norte lidera, com 1.448 escolas atendidas por infraestrutura tecnológica baseada em placas fotovoltaicas. Em seguida aparece o Nordeste, com 46 unidades escolares operando com energia sustentável. A iniciativa tem sido bastante eficaz para criar um ecossistema de conectividade, o que tem contribuído para a redução das desigualdades regionais e preservação ambiental.

Escolas conectadas por meio de energia solar no Nordeste

Entre as escolas já conectadas com o apoio de geradores solares, destacam-se na região Nordeste, o estado do Maranhão com diferentes municípios com escolas conectadas. São elas: Arari (1), Cururupu (1), Grajaú (1) e São Bento (1). No Piauí, o município de Gilbués contabiliza três escolas beneficiadas, mas há também em Avelino Lopes (1), Barreiras do Piauí (1) e Sebastião Barros (1). Já na Bahia, o município de Xique-Xique concentra 16 escolas operando com conectividade assegurada por energia solar. Além dela, há escolas conectadas nos municípios de Campo Alegre de Lourdes (1), Cocos (3), Pilão Arcado (11), Ruy Barbosa (1), Sento Sé (3) e Tanhaçu (1).

Escolas conectadas por meio de energia solar no Norte

Na região Norte, onde a expansão da conectividade sustentável é mais expressiva. Temos no estado do Acre, nove municípios com escolas conectadas por meio da energia renovável, destaque para Feijó, que conta com 46 escolas atendidas. No Amazonas, São Gabriel da Cachoeira concentra 170 unidades escolares com infraestrutura solar. No Amapá, o município de Mazagão possui 14 escolas conectadas. Já no Pará, Santarém registra 76 escolas beneficiadas, seguida de Altamira com 66 e Chaves com 44 unidades escolares atendidas por meio da solução fotovoltaica.

Segundo Flávio Santos, diretor-geral da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace), o Aprender Conectado tem superado cada vez mais as barreiras geográficas. O uso da energia solar tem sido a solução para o principal gargalo da conectividade: a falta de eletricidade estável.

“Os geradores solares instalados têm mostrado o caminho para universalizar o acesso. Em nosso último acompanhamento, foram adicionados 47 novos geradores solares ao sistema, demonstrando a aceleração do projeto em direção às metas de 2026. Nosso projeto não apenas entrega internet, mas promove uma transformação estrutural ao levar energia limpa e renovável para as comunidades escolares mais isoladas do Brasil”, pontua.

Resultados do Aprender Conectado

Somadas a outras soluções complexas de engenharia e logística, essas ações impulsionam os resultados do Aprender Conectado. O programa iniciou o ano com mais de 16 mil escolas equipadas com internet, alcançando 1,482 milhão de estudantes, distribuídos em 1.763 municípios brasileiros. A atuação é especialmente significativa em áreas de maior vulnerabilidade social, contemplando 11.870 escolas rurais. Há também 764 escolas indígenas e 928 escolas localizadas em territórios quilombolas, reforçando o compromisso com uma educação mais conectada, inclusiva e equitativa.

 Estratégia Nacional

Implementado em 2022, o Projeto Aprender Conectado tem por objetivo levar a internet de alta velocidade para cerca de 40 mil instituições públicas de ensino. Isso, em especial as localizadas em áreas remotas do país, até o final de 2026, beneficiando 7 milhões de estudantes do ensino básico. A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), política pública coordenada pelo Ministério das Comunicações. Também pelo Ministério da Educação para garantir internet de alta velocidade em 138 mil escolas até o fim de 2026. 

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