Crédito: Allan Diniz
A campanha Janeiro Branco, evidencia com ações ao longo de um mês dedicado ao tema, a atenção que se deve dar à saúde mental. Referência no assunto por revolucionar práticas terapêuticas ao valorizar o afeto e a arte como formas de cuidado, a psiquiatra Nise da Silveira (1905–1999) tem seu legado celebrado na exposição “Nise – A Revolução pelo Afeto”.
Pela primeira vez no Nordeste, a exposição está em cartaz na Caixa Cultural Fortaleza após circular por oito cidades brasileiras e receber mais de 300 mil visitantes. Desde sua abertura na capital cearense realizada em novembro de 2025, a exposição já recebeu cerca de 7 mil pessoas. A mostra segue aberta ao público até o dia 1º de março. A visitação é gratuita, de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 10h às 19h.
A exposição celebra os 120 anos do nascimento da médica alagoana, que rejeitou práticas violentas no tratamento da saúde mental, apostando em abordagens humanas. Em 1952, Nise da Silveira fundou, no Centro Psiquiátrico Nacional, no bairro Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, o Museu de Imagens do Inconsciente. O espaço valoriza a arte como caminho de cura e autoconhecimento.
Dividida em três partes que exploram a vida e o trabalho da psiquiatra, a exposição apresenta pinturas, desenhos, fotografias, gravuras e esculturas, somando 157 obras de 11 artistas. As peças evidenciam a potência da expressão artística como instrumento de cuidado, escuta e inclusão. São expostos também documentos históricos e publicações pertencentes ao Museu de Imagens do Inconsciente.
Mais notícias
Energia solar leva internet a escolas isoladas do Norte e Nordeste
Festival Vaia retorna em janeiro de 2026 com programação em Fortaleza e mais três cidades do Ceará
